Durmo superficialmente há dias.
O corpo, exausto de tentar,
carrega uma alma em conflito
que não descansa,
não se contenta,
não cessa.
Cenas sem plateia se repetem.
Conversas são ensaiadas
algumas aconteceram,
outras ficaram suspensas.
Os olhos se fecham,
cansados, à beira do desespero.
O relógio, que sabe meu nome,
recusa-se a mover as horas.
O teto me observa, atento.
O amanhã chega sem aviso,
antes que eu me despeça do ontem.
O corpo se levanta, cansado.
Aprendeu a viver em vigília,
em guerra contra um mal inexistente,
um medo que nunca se revela.
É dia.
Mais um dia.
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Autor:
Viviane.93 (
Offline) - Publicado: 27 de janeiro de 2026 14:08
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 15
- Usuários favoritos deste poema: LidyaMorgan

Offline)
Comentários2
Um poema bastante expressivo, Viviane; bem imagético e cheio de sentimentos. Traz em si uma voz que se revolta e que se conforma, vencida, mas que não parece ter desistido de vencer a insônia e seja lá o que for que a está provocando. Parabéns!
Legal!
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