O medo conserva a amizade,
mas apodrece a verdade.
Quem se cala para não perder
já começa a se ausentar.
Não se ajoelha quem sente.
Não implora quem é inteiro.
Entre preservar o vínculo
e trair o que pulsa,
agir é apenas
permanecer fiel ao real.
A realidade não se delega.
Quem não a assume,
vive no papel
que outro escreveu.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 27 de janeiro de 2026 08:30
- Comentário do autor sobre o poema: É necessário escolher perder vínculos antes de perder a si mesmo. Não há bravata nem ressentimento — há fidelidade ao real, mesmo quando isso custa presença, afeto ou lugar. É uma ética de integridade, não de conforto.
- Categoria: Amizade
- Visualizações: 11
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos

Offline)
Comentários1
Permanecer fiel a si mesmo não é egoísmo mas uma escolha da própria sobrevivência.
Exatamente... Obrigado.
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