Não sobem ratos no vigésimo primeiro andar.
Não, senhor.
E, até onde eu saiba, os cachorros raivosos
ainda não sabem subir de elevador.
E o vento é firme e forte aqui em cima;
Às vezes, um pombo ou outro chega perto,
mas nunca me preocupo com nenhuma ave de rapina.
Não se criam ratos no vigésimo primeiro andar.
Não, senhor. Pago bem caro por isso.
Mereço uma vida bem longe das pragas,
uma vida onde não sou forçado a ouvir pássaros medíocres
tentar cantar.
Diga-me então, querido síndico,
e lhe pergunto com o maior carinho:
por que durmo com baratas?
Por que moscas devoram meu vinho?
Por que, quando acordo, sinto medo? Por que, de noite, sinto frio?
Não tem ratos no vigésimo primeiro andar.
Por que sou soterrado por grilos?
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Autor:
Marujo (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de janeiro de 2026 02:32
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 0

Offline)
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