Poesia da Vida

Brunna Keila

A vida não grita —

ela sussurra enquanto o café esfria

e a chuva aprende a cair devagar

sobre telhados cansados.

Viver intensamente não é correr,

é perceber o cheiro da manhã

e aceitar que a saudade

também é uma forma de amor que ficou.

A morte não chega como inimiga,

ela se senta à mesa em silêncio,

lembrando que tudo é urgente

justamente porque é passageiro.

Escrevo para não me perder de mim,

para costurar os pedaços da ansiedade

com linhas feitas de palavras mansas,

dessas que curam sem prometer milagres.

No fim, descubro:

a vida é isso —

um punhado de pequenas coisas

pedindo para serem sentidas com atenção.

  • Autor: Brunna Keila (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 27 de janeiro de 2026 01:31
  • Categoria: Carta
  • Visualizações: 5


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