A vida não grita —
ela sussurra enquanto o café esfria
e a chuva aprende a cair devagar
sobre telhados cansados.
Viver intensamente não é correr,
é perceber o cheiro da manhã
e aceitar que a saudade
também é uma forma de amor que ficou.
A morte não chega como inimiga,
ela se senta à mesa em silêncio,
lembrando que tudo é urgente
justamente porque é passageiro.
Escrevo para não me perder de mim,
para costurar os pedaços da ansiedade
com linhas feitas de palavras mansas,
dessas que curam sem prometer milagres.
No fim, descubro:
a vida é isso —
um punhado de pequenas coisas
pedindo para serem sentidas com atenção.
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Autor:
Brunna Keila (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de janeiro de 2026 01:31
- Categoria: Carta
- Visualizações: 5

Offline)
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