O primeiro gesto foi avanço.
Ascendente em Áries:
o corpo dizendo "sim" antes do mundo terminar a pergunta.
Mas por dentro,
havia método.
Sol em Virgem,
a alma aprendendo a servir sem se perder,
a curar sem se anular,
a organizar o caos com mãos pacientes
e um coração que percebe detalhes Invisíveis.
A mente caminha junto.
Mercúrio ali, atento,
pensamento que disseca, refina, costura sentido,
palavra que trabalha,
inteligência que não brilha por vaidade,
mas por utilidade profunda.
Só que o sentimento…
o sentimento veio de outra profundidade.
Lua em Escorpião,
emoção que não flutua na superfície,
afunda.
Ama com risco,
sente com intensidade tectônica,
guarda silêncios que ninguém ensina a carregar.
Vênus no mesmo signo, na mesma casa,
faz do amor um pacto,
do desejo uma travessia,
do vínculo um ritual de morte e renascimento.
Não ama pouco.
Não ama raso.
Ama como quem atravessa incêndio para tocar água.
E Plutão ali confirma:
essa pessoa não veio para relações leves,
veio para transformar e ser transformada,
para tocar sombras sem fugir,
para emergir diferente.
O impulso de agir?
Marte em Capricórnio.
Força que sobe montanha,
disciplina que não faz barulho,
ambição que não pede licença.
Age com estratégia,
resiste onde outros desistem,
constrói legado enquanto o mundo dorme.
O chamado invisível vem de longe.
Júpiter em Peixes,
fé silenciosa,
proteção que opera nos bastidores,
espiritualidade que não precisa ser explicada.
Expansão através da compaixão,
sorte que surge quando ela escuta seus sentidos.
Mas aprender também foi tarefa.
Saturno em Sagitário pede para
questionar crenças,
rever verdades herdadas,
amadurecer a visão de mundo.
A liberdade aqui não é fuga -
é responsabilidade ética.
Urano ao lado rompe dogmas,
explode certezas,
faz da filosofia um território vivo.
Pensar diferente não é opção,
é natureza.
No topo do céu,
A cabra marinha novamente.
Meio do Céu marcado por exigência,
propósito,
vocação que pede estrutura
para sustentar sonhos grandes.
Netuno ali dissolve fronteiras entre carreira e ideal:
trabalhar sem alma não serve,
viver sem sentido também não.
Há um chamado para unir concreto e sagrado.
Na base,
o caranguejo.
Fundo do Céu sensível,
memória ancestral,
necessidade de pertencimento emocional.
O lar não é lugar,
é sensação de segurança no peito.
E nas relações,
Libra no descendente pede espelho:
aprendizado através do outro,
busca por equilíbrio,
desejo de parceria que não subtraia.
Essa pessoa é feita de contrastes bem costurados:
fogo que inicia,
terra que sustenta,
água que transforma,
espírito que observa de longe.
Não nasceu para a superficialidade.
Nasceu para lapidar,
aprofundar,
estruturar o invisível
e seguir em frente mesmo sentindo tudo.
Quem olha vê força.
Quem fica percebe intensidade.
Quem conhece de verdade entende:
ela é um mapa que não se lê rápido.
É preciso tempo, dedicação
e coragem para atravessar.
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Autor:
Amanda S. Moraes (
Offline) - Publicado: 26 de janeiro de 2026 12:34
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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