Durmo sem dormir há dias.
O corpo, exausto de tentar,
carrega uma alma em conflito
que não descansa,
não se contenta,
não cessa.
Cenas sem plateia se repetem.
Conversas são ensaiadas
algumas aconteceram,
outras ficaram suspensas.
Os olhos se fecham,
cansados, à beira do desespero.
O relógio, que sabe meu nome,
recusa-se a mover as horas.
O teto me observa, atento.
O amanhã chega sem aviso,
antes que eu me despeça do ontem.
O corpo se levanta, cansado.
Aprendeu a viver em vigília,
em guerra contra um mal inexistente,
um medo que nunca se revela.
É dia.
Mais um dia.
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Autor:
Viviane.93 (
Offline) - Publicado: 25 de janeiro de 2026 00:33
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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