Precipitação de juventude
(Rio Bonito, 27 de março de 2010 Juliana de Lima).
Dançando uma alegre vaneira
Em teus verdes olhos vejo,
A beleza de infindas esperanças,
A satisfação de estar comigo.
Dizes que jamais vistes tão bela morena,
E argumentas com um forte beijo:
Acabo envolvendo -me em suas graças
(Somos duas almas que procuram eterno abrigo).
As lembranças vêem nos enlaçar, revivemos nossa infância;
O sabor da amizade,
A doçura dos gestos,
Os olhares que já se encontravam sem explicação.
Do afeto de inocência,
Revela-se aos poucos a verdade:
Os corações tornam-se mais inquietos;
Não há coragem para novos olhares, fico sem saber a razão.
Depois… A vida ganha mais cor,
Os versos apaixonados mais sentido;
A distância saudade;
As horas infinidade: A rotina fica rude.
Mesmo sendo preenchedor, este amor
Não me é certo, e o guardo comigo,
Tentando conservar nossa bela amizade,
Como se aquela atitude fosse precipitação de juventude.
Afasto-me dos bailes de galpão,
A tristeza te faz partir em tropeada,
E passas tantos invernos longe do nosso rincão…
(Sem tua despedida) Levo a vida amargurada.
Hoje a saudade está a valsar
A dança de um casamento: Forçado engano.
Mas, sei que vou te esperar,
Para dizer que iria para onde fores, pois sempre vou te amar!
(Juliana de Lima).
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Autor:
Ju Lufada (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de janeiro de 2026 14:18
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3

Offline)
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