Revi pessoas.
Algumas queridas, amigas.
Outras pessoas não tão próximas,
mas que eu gostaria de ter por perto.
Eu sabia que ia te ver.
Tínhamos combinado.
Ainda assim foi estranho.
Olhos castanhos,
calmos demais pra quem provoca.
Olhos que transmitem paz
enquanto minha boca pensa em outras coisas.
Tua voz aveludada chega primeiro,
escorre devagar pela tela,
faz a imaginação trabalhar
sem pedir licença, sem cautela.
Teus lábios bem desenhados,
eu já conheço...
Faz tempo, é verdade,
não lembro o gosto,
mas lembro o contato
e isso basta pra eu querer de novo.
pra dar vontade de chegar perto
e esquecer a distância,
e qualquer limite ao certo.
A gente conversa virtualmente,
reacendeu um pequeno interesse.
No meio das palavras soltas,
lembrei de um beijo
que eu jurava esquecido.
Mas pessoalmente algo mudou,
nesses dias ficou diferente.
Será que foi coisa da minha cabeça?
Que vergonha de pensar…
Apenas achei que também tivesse lembrado.
Pode não parecer, mas eu me recolho fácil,
fico quieta quando algo começa a sentir.
Não me atraio por muitos, isso é raro,
e quando acontece, prefiro não admitir.
Veio a vergonha,
não sei de quê.
Talvez do pensamento rápido
de como seria beijar você,
sem precisar entender.
Você puxa conversa e some do nada,
do nada reaparece...
é até estranho.
Não sei se é jogo, distração
ou só prazer em me confundir.
Acho que só me confundiu,
misturou memória com vontade.
Então fico na minha,
quieta por fora,
mas inteira na curiosidade.
Nada sério.
Nada prometido.
Só essa atração meio torta,
casual, direta,
que não pediu sentido.
Moramos longe.
A amizade continua.
Mas a boca lembra
o que o tempo apagou
e quer provar se encaixa.
Fomos embora.
E acho mesmo que foi coisa da minha cabeça
Ou timidez, ou desinteresse talvez
Acho melhor não falar,
Acho melhor esquecer,
mas a vontade ficou no ar.
Ah…
você me deve um café.
Pelo beijo esquecido.
Pela confusão criada.
E pela vontade
que você fingiu não ver.
E assim fica no tempo, suspenso,
nem promessa, nem ponto final.
Só esse quase, discreto..
Meio quieto ou natural.
Talvez um dia, sem muito pensar,
esse café saia do papel.
Ou talvez fique só no lembrar...
um desejo guardado
no canto da memória
e no talvez de ter ou não mais contato.
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Autor:
Consulado (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de janeiro de 2026 12:40
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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