Sigo absorvido por meu caos noturno,
entre tormentas e fortuitos infortúnios.
Meus pensamentos me levam a amiúde,
nesses voos rasgados, nessas viagens...
Sonho! O que me resta além de sonhos?
Alheio as torrentes das hipocrisias humanas,
sigo com meus passos assombrados,
com meus gritos sufocados, destoantes...
Febris são meus lamentos, meus choros,
choros contidos de revolta diante da morte,
exposto aos meus limites e desesperanças.
Marcas envelhecidas no tempo, me condenam.
Transcendental é ter existido nessa jornada,
entre conflitos, seguindo meus voos aleatórias.
Chama-se isso aventura?
Meus passos me levaram a muitas estradas...
Minhas estradas me levaram a outros mundos.
Tantos amores, tantos conflitos e desejos.
Tantas batalhas, quantos sonhos perdidos.
Incomensuráveis páginas escritas nesse livro.
Quão distante ficaram meus primeiros voos!
Ainda estou aqui com minhas asas cansadas,
com meu tempo, meu destino e meus sonhos.
Andarilho, sigo como o vento o meu caminho...
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Autor:
JTNery (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de janeiro de 2026 10:10
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
Comentários1
Esse poema passa uma sensação forte de cansaço da vida, sabe? Como alguém que já viveu muita coisa, se machucou, sonhou, se decepcionou, mas continua seguindo. A imagem do voo é muito bonita, porque mostra essa vontade de ir além, mesmo quando as asas já estão pesadas. Tem dor, tem revolta, mas também tem uma honestidade bonita: não é sobre final feliz, é sobre continuar caminhando, mesmo meio perdido, mesmo cansado. Dá pra sentir que cada verso vem de experiência vivida.
OI...
Gostei muito do seu comentário. É isso mesmo.
Não é sobre final feliz...
Bjs.
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