No olhar de candura mora a despedida,
Há sentimentos que não aceitam repetição;
O tempo fala outra língua, já não convida,
E o vento traduz silêncios no coração.
Dói não a perda, mas saber que houve vida,
Um dia claro onde reinava a perfeição;
Hoje, partir é herdar a própria ferida,
Pois toda ausência exige maturação.
Perder é aprender
a existir no vazio,
É tudo o que sobra depois que a dor passou,
Um eco frio onde o amor se fez tardio.
Trancado na paranoia que me cercou,
Sigo preso ao que sinto, só e sombrio,
Lado a lado com quem nunca mais voltou.
Imagno Velar
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Autor:
Imagno Velar (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de janeiro de 2026 03:44
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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