ainda passo na rua da sua casa
e nos vejo ali —
escuto a sua risada,
o seu cabelo vermelho,
tudo aquilo que eu achei
que ia durar.mas não dá pra se agarrar
àquilo que te destrói.
não tenho mais nada
que me remeta a você:
rasguei as cartas,
apaguei as mensagens,
as fotos,
qualquer resquício seu.
menos essas malditas memórias
que insistem em voltar,
se infiltrando
no decorrer dos meus dias.
você vive em mim,
mesmo quando já não é presença,
só memória.
em outras ruas,
outros toques,
abraços e cigarros,
te encontro sem querer.
e talvez seja assim:
algumas dores precisam ser sentidas
até cansarem de doer.
eu sigo —
com o peito ainda aberto,
mas caminhando
para além de você.
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Autor:
júpiter. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 22 de janeiro de 2026 02:06
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 11

Offline)
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