Ao pisar na superfície
A ruína abracei.
Sem rosa pra me guiar,
Puxei o acaso e perfurei.
Velejar por suas ondas,
Ó menina, me entreguei.
Adentrei nesse seu barco.
E sem perceber, naufraguei.
Deveria ser pecado,
Amar-te tanto assim.
Me deixe ser seu amado,
Em seu andejo irei pôr fim.
Encontrei a jóia rara.
Morena do riso belo.
Se apresse dona Iara,
Ou ficará sem seu castelo.
Então marés, pra quê algo assim?
Pus os pés no areal,
E tão logo fugiu de mim.
Puxaram de volta minha sereia,
Levou consigo minha alma.
Mergulhei em solidão,
O silêncio, frio, tornou.
Tola forma de seguir.
Eu sou o homem que por ti,
Chorou.
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Autor:
vk_noctur (
Offline) - Publicado: 21 de janeiro de 2026 18:19
- Comentário do autor sobre o poema: Há quem ame até afundar.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 9

Offline)
Comentários1
Amor como travessia que seduz e afunda, deixando lucidez e perda. Show de Bola.
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