Ela tinha 15 anos. Era madura demais para a idade, mas não queria parecer madura; ela só era. Entendeu que, para viver nesse mundo, era mais fácil crescer e aprender do que sentar e esperar um milagre trazido pelo ar. Nada iria soar como melodia — nem mesmo o sol poente junto da corrente marítima.
A vida estava doente, mas não porque ela adoecia, e sim porque a ferida abria toda vez que ela sorria. Ela remoía o jeito que agia, tal como um pecador com seus pecados e um preso pelos seus atos. Ninguém pedia, ela só fazia; ninguém explicava, ela só entendia, sozinha.
Ninguém; apenas seus pensamentos, suas dores e seus medos, suas inseguranças e desejos. Adolescência perdida por anseios que ela nem tinha — pois nem seus eram. Onde a puseram? Sem lugar de fala, ela mal se explicava. Afinal, quem entenderia suas palavras?
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Autor:
Lilith (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de janeiro de 2026 15:14
- Categoria: Triste
- Visualizações: 3

Offline)
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