Até no som nós escutamos, a voz se perde numa eterna disputa, palavras vazias que o vento desfaz, enquanto o silêncio não traz paz nenhuma.
Cada um no seu mundo, na tela e no brilho, saindo dos seus próprios trilhos. Vaidade é o muro que o peito ergueu, tento sonhar, mas o frio me alcança, nesse teatro que rouba a esperança, procuro o afeto nas sombras do agora, mas o que era doce, o tempo devora.
Por isso tentei algo bem vergonhoso, um texto ridículo, desses de amor. Não sei escrever algo que é tão valioso, eu busco o teu riso, pois cada uma ama do jeito que pode, meu beijo na testa é o meu aviso.
Eu te chamo de "meu", com o peito aberto, pra que tu me chames de "teu" também, se o mundo for frio e o dia incerto, espero que lembre do laço que se tem.
Eu não sei amar, nem sou romântico, mas veja só agora.
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Autor:
Gustavo Felipe (
Offline) - Publicado: 20 de janeiro de 2026 10:43
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13

Offline)
Comentários1
Nossa!! Excepcional colocação. Fluidez contínua, início, meio e fim... Um poema honesto e consciente, que contrapõe o ruído do mundo à tentativa imperfeita de amar. Sua força está na simplicidade dos gestos e na assunção da própria limitação afetiva como linguagem.
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