VERSOS NA CRUZ (soneto)

... poeta do cerrado ... Luciano Spagnol



Despojo o poema com desejosas felicidades

Que açoita como a solidão o pesar profundo

Errante sigo, em um sentimento furibundo

Nas subjugações de autoritárias saudades

 

Trago a poética, no encanto, sem vaidades

Somente o versar com suspiros moribundo

Numa poesia triste, sentimento vagabundo

Rimador de acasos e de reles casualidades

 

Versos do falho, apóstolo da dor, solitário

Arrancando da miséria agridoce loucura

Ambulando na clivosa ladeira do Calvário

 

A satisfação, pedindo o versejar que seduz

O amor, engalanando a rima com ternura

E então, descendo o soneto da fadada cruz.

 

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado

20 janeiro, 2026, 06’35” – Araguari, MG

 

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Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado



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