O Ritual do Desejo

Versos Discretos

Sob a luz âmbar que doura os contornos, 
Surge a visão de um mármore vivo e ardente. 
Tua pele, de um tom canela profundo e acetinado, 
Exala o perfume das especiarias do oriente. 
És a personificação da vênus moderna, 
Cujo olhar convida ao abismo da entrega.


Há um embate entre o fôlego e a vontade, 
Enquanto a distância se torna um suplício. 
Meus dedos, náufragos, buscam a vultuosidade 
De teus seios, colinas de rara e farta majestade, 
Que desafiam a gravidade e o próprio juízo. 
O desejo é um fogo que consome o silêncio, 
Implorando pelo toque que rompe a barreira.


O encontro é um choque de marés bravias, 
Onde a erudição se perde no instinto puro. 
No auge do encontro, onde a alma se extasia, 
Desabrocha a tua essência, tua flor em rubra maestria, 
Transbordando o orvalho da vida em um porto seguro. 
É o momento em que o tempo se curva à carne, 
E o universo se resume ao calor do teu centro.


A tempestade cede lugar à brisa mansa, 
Corpos entrelaçados em um mapa de suor e luz. 
Resta o eco do gemido e a doce esperança, 
De que a memória guarde o que o tato produz. 
Adormecemos no templo da tua pele escura, 
Saciados pela sede que a beleza cura.

  • Autor: Versos Discretos (Offline Offline)
  • Publicado: 19 de janeiro de 2026 10:34
  • Categoria: Erótico
  • Visualizações: 6


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