Tenho pressa de amar
porque tenho sede de vida,
da emoção sem razão no ar.
Sou apressada, porque dói não amar.
Dói relembrar cada amor,
mesmo o que não chegou a ser.
Se não foi amor, foi paixão —
tenho rancor
daquelas que rasgam o peito
ao lembrar do calor.
Do sorriso.
Do domingo à tarde, em felicidade.
Vi carinho em sua doçura — paraíso.
Aconchego
num prédio alto da cidade.
Sou apressada para sentir e viver,
porque os dias são rápidos,
rápidos.
E a mente carece aprender
após um crescer interrompido, abatido.
As dores que senti, guardo
no bolso, como lembrança.
Rasgam-se como memória,
mas ficam.
A dor chama o que fomos,
a nostalgia acompanha.
Antiga companhia
de nós mesmos,
mesmo longe.
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Autor:
Pietra Figueiredo (
Offline) - Publicado: 18 de janeiro de 2026 22:14
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
Comentários1
..."As dores que senti, guardo
no bolso, como lembrança.
Rasgam-se como memória,
mas ficam"...
Que versos bonitos!
Abraços
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