Declamo aos penetrantes, estrênuos, loquazes
Reclamo quão infames, nocivos, temperamentais
Dai-me espaço para ser quem sou
Tão sem força deixam a minha voz
Declamo aos que me escutam, mas me deprezam
Aos que sabem da minha verdade, mas que me calam por pura maldade
Dai-me tempo para que eu consiga convencê-los
Dai-me liberdade de fala para que possam me conhecer
Digo: sejam, nem que por uma vez, humanos
Repito: dai-me espaço, preciso só de um dia, nem chega a ser um ano
Querem saber quem sou sem me deixarem apresentar
E, quando me deixam mostrar quem sou, mandam-me calar
Peço: deixem-me ser assim
Esse sou eu
Deixem-me andar nesse caminho, ele é meu
Deixem-me viver com o meu eu
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