Escutando com os olhos e falando com as mãos.

Apegaua



Nos meus momentos de incertezas.

Na dissonância de velhos pensamentos.

Atiço minhas palavras abstratas direcionadas ao seu estremo.

E tentando com seu juízo não me ignorar.

Pois me reviro nos lençóis errantes sem o seu corpo encontrar.

Olhando para o seu avesso incontido.

Que ri e zomba da minha intimidade vazia.

Diz que sou um esfomeado.

Lacuna a se fechar.

E não contendo estranho desejos.

Avanço e vos beijo.

Num feitiço amarrado fazendo você gostar.

Balanças na cama como uma entrega anônima sem espernear.

E num sussurro molhado perguntas se e real ou uma quimera ligeira que por nossas cabeças acaba de passar.

Despertando o Instinto amargo do sexo.

Numa tirania absurda onde nossos corpos deitaram a se estreitar.

E como um gozo sem nexo.

Vos falo.

Palavras.

Nada mais que palavras, sussurradas e perdidas no ar.

Por Apegaua.

 

  • Autor: Apegaua (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de janeiro de 2026 07:01
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 1


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