A saudade acorda antes de nós
senta-se à beira do dia
e nos olha em silêncio
sabe o nosso nome
e o peso exato
da ausência do amor
Cada manhã tem uma cor diferente
dependendo do quanto dói lembrar
há dias em que o sol insiste
mas dentro de nós
chove devagar
como se o coração tivesse
aprendido
a nublar
O amor que ficou longe
não foi embora inteiro
ficou nos gestos suspensos
nas frases que nunca terminamos
nos planos que o tempo desfez
sem pedir licença
A saudade molda o humor do dia
ora nos torna frágeis
ora nos fazem fortes por cansaço
Há risos que nascem tortos
há silêncios que gritam
há noites em que sentir falta
E assim vamos vivendo
um dia de cada vez
medindo o tempo pela falta
aprendendo que a saudade
é deixar o coração aberto
mesmo quando ele dói.
MAYK52
12-01-2026
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Autor:
Gil Moura (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de janeiro de 2026 13:56
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Arthur Santos, Drica

Offline)
Comentários2
Grande verdade: Viver um dia de cada vez,
Belo poema.
Abraço.
Assim é caro Arthur.
Grato, pela leitura e comentário.
Abraço.
Lindo! Melhor forma de viver, um dia de cada vez até a saudade não doer mais.
BJUS, amigo! 🙂
Obrigado, amiga Drica, pela leitura e comentário.
Beijinhos!
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