Quando a noite chega, a chuva finalmente cai e a brisa alcança meu rosto, tua face de pôr do sol me aquece é meu coração acelera. Ver que, mesmo cansado, teu sorriso ainda e o mesmo da primeira vez; ver que mesmo após anos, tu aindas me acolhes como antes. Mesmo quando a tempestade em mim se intensifica, tu me confortas até que eu respire novamente. Saber que tuas promessas ainda pairam em minha mente me faz acreditar que tu ainda vais cumpri-las. E mesmo que eu feche meus olhos, ver-te nos meus sonhos mais serenos me conforta, mesmo que tu não me abraces. Mas, mesmo olhando em teus olhos brilhantes, sei que meu amor jamais é passageiro; sei que ele atirou uma flecha afiada que me levou até ti; sei que mesmo ao longe, amar-te não e impossível. Amar-te é suave como algodão, doce como açúcar em minha língua, mas, único como estrelas cadentes. Sentir que tu ainda estarias lá me fazia sorrir mesmo se a tempestade aumentasse. Escutar-te era como a mais doce melodia – aquela que me acolhia mesmo na mais rasa ferida, aquela que ria mesmo quando parecia mal, aquela que eu amava em cada detalhe. Ao fim da noite, quando eu descansava de tudo, minhas pupilas ainda dilatavam ao saber que teria uma mensagem sua à minha espera; saber que teu sorriso me esperaria junto ao dourado sol; saber que eu ainda te amaria, mesmo que tu jamais soubesse.
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Autor:
Espirais em confusão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de janeiro de 2026 21:49
- Comentário do autor sobre o poema: Um amor que ainda existe diante as dificuldades
- Categoria: Amor
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