Vermelho

Gustavo Felipe

Dizem que o vermelho é a cor da paixão, mas vejo nele um matiz de pura intensidade. Não é apenas cor, é vitalidade que explode e me aquece, em ti, é a própria definição de calor. Uma explosão radiante, que conecta o pulsar do meu sangue ao ritmo do teu coração.

Quero proteger essa intensidade, fazer do meu toque um abrigo. De tua essência, sinto o perfume: O rastro vivo de uma alma inquieta. Num frasco simples e discreto, tua especialidade é ser agridoce, uma força exótica que invade o ar. Perfumas a alma, indo muito além do corpo — doce fatalidade.

O seu instinto de felina, com a profundidade que só cabe à mulher. Teus olhos são armas de sedução. Aproximo-me deste calor, pois tens o dom de hipnotizar e prender. Não resisto: olhas-me, apaixono-me, rendo-me.

Ouso tentar desvendar os teus segredos, A tua natureza que não conhece o gelo. Pois queimas mais que o sol nascente, vibrante, intensa em brasas vivas. Tua chama não depende do dia, E mesmo na escuridão da noite, ela prevalece, bela tal qual a Vênus que nasceu dos pincéis de Botticelli.

  • Autor: Gustavo Felipe (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de janeiro de 2026 11:36
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.