poema sem nome

Letyciaschirmer

eu era tão boa com escritas 

agora eu não sei onde vão as vírgulas 

eu acho que perdi o meu dom de libertar a dor através dos poemas

agora sobrou a "pena" 

eu não consigo mais descrever meus sentimentos, e não que eu esteja vazia por dentro, inclusive eu nunca estive tão cheia 

tão cheia de sentimentos 

tão cheia de amor 

tão cheia de dor 

tão cheia de palavras que estão presas e sufocam minha garganta, eu amo alguém que me ama 

eu finalmente me sinto feliz com o amor ,mas as vezes ele vem fantasiado de dor 

e tá tudo bem porque  eu vou dar um jeito, um jeito de tirar o sentimento ruim do meu peito 

foram tantos anos dessa luta pela felicidade no amor, que eu acabei me fundindo junto a dor

mas eu quero que isso mude, eu vou dar mais valor ao meu amor 

  • Autor: Lety (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de janeiro de 2026 23:12
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 11
  • Usuários favoritos deste poema: Melancolia...
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Comentários1

  • Melancolia...

    Esse poema é um desabafo consciente, quase um diálogo interno entre quem foi e quem está se tornando. A aparente perda da técnica — as vírgulas, a forma — não é falha: é sintoma de um coração transbordado. Quando o texto diz que não consegue mais descrever os sentimentos, ele imediatamente se contradiz ao fazê-lo com intensidade e verdade.

    A repetição do “tão cheia” cria um ritmo emocional que substitui qualquer rigor gramatical. O excesso vira estética. Amor e dor aparecem entrelaçados, não como opostos, mas como experiências que aprenderam a ocupar o mesmo espaço. Há maturidade nisso: reconhecer que a felicidade não apaga feridas antigas, apenas as ilumina de outro jeito.

    O verso sobre amar alguém que ama de volta marca uma virada importante — é onde o poema deixa de ser só lamento e passa a ser decisão. O passado de luta não é negado, mas também não é mais destino. O final não promete perfeição; promete escolha, cuidado, valor.

    No fundo, o texto diz: a escrita mudou porque eu mudei.
    E isso não é perda de dom — é evolução emocional.



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