Me dê uma razão, que eu lhe darei o motivo
Garoto perdido, no meio do deserto solitário
Juntando pedaços, eu sou meu próprio quebra-cabeças
Eu não gosto de perder o que é importante, fazendo o que nasci para fazer
No meu caminho estou tropeçando
Não gosto de sorrisos, não gosto de fotos minhas
Sem nome, sem resistência, não posso olhar para trás
Procurando a portinhola para o lado do sol
Pessoas da cidade, com seus olhos perfurantes
Com navalhas cortantes, com comentários alucinantes
Esteve celebrando a morte do próximo, enquanto toma as suas riquezas
Nesse ciclo vicioso de nojeira e podridão, os ratos estão com ternos e gravatas
Não precisa esperar a sua esperança
Histórias repetidas, sopradas pelo vento
Eu revivi o mesmo erro, mas por que parece que ele sempre é diferente?
E eu disse, não gosto de perder o que é importante, mas estou me perdendo no processo
Caia por terra, com seus joelhos doloridos
E os cortes já não doem, porque o sangue já não desce
Disse, eu disse, não precisava, eu vi ela expiar nos meus braços
E agora, eu respiro o ar da saudade, será que é tarde demais para mim?...

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