EU SEI
Eu sei da vida.
Não porque tive vidas passadas,
Mas a vida me é vivida.
Sei da beleza das mulheres,
Não por ver o belo nas mídias,
Mas porque procurei por ela.
Eu sei de bondade.
Não porque a pratiquei,
Mas porque a tive de outrem. Conheço a ingratidão.
Não por ter sido vítima,
Mas por ter sido ingrato
–E sinto-me vazio.
Conheço o amor,
Não por ter sido amado.
Mas porque amei desesperadamente.
Eu seu da inveja,
Porque fui vítima.
Eu sei da infância.
Porque a tive intensa,
Permeada de despedidas
E enfeitada de saudades.
Sei da inteligência emocional,
Não por possuí-la.
Mas porque pago o preço de não a ter usado.
Adoro músicas instrumentais.
Aprecio a magia da dança,
Embora não consiga executar dois passos ritmados.
Sei da embriaguez, pois nunca sobreviveria sem ela.
Apesar da ressaca em que aprendi a ser estoico.
Sei de estar à beira do limbo enfermo.
Porque dele me livrei.
Não me perguntes do quê mais eu sei
Porque terás sempre uma resposta a respeito de tudo.
De ínvios caminhos eu sei Passei por todas as curvas
E atalhos sem saída.
Fui tantas vezes ao limbo social
E dele não me queixo
Deslumbrei horizontes e paisagens diversas.
Vivi a vida intensamente.
Fui várias personas no palco da vida
Sem perder o intrínseco caráter que é só meu.
Chama-me disso e daquilo,
Mas não me taches de mentiroso.
Sei tanta coisa que a tua imaginação se perde.
Queria saber do quê sabes Aposto que não haverá novidades
A não ser a ignorância de quem se gaba
A petulância vazia dentro da mentira,
Pois saber é ter experiência. Podes mentir da tua sabedoria
Mas me provas a tua experiência Que a tua vida nunca vai permitir, Porque não chegarás a muita idade.
Nem aqui, nem pela metempsicose
Pela qual tanto esperas.
Eu vivi bastante!!
E a tua vez passou!!
Tangará da Serra, 09/ 01/2026
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Autor:
Maximiliano Skol (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 10 de janeiro de 2026 23:41
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
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