Em um mar cheio de agitação, o fundo dele é calmo
Na minha respiração, mal consigo sentir o ar
Dentro da minha mente, mal consigo sentir o controle
O sacrifício, meu maior pecado, minha maior benção
Desde criança, estive no muro das lamentações
Em meio ao vento, a dor, o choro, todas as lágrimas
Não acreditei, suas palavras foram o aviso da minha decadência
Não há maior prova de amor do que aquele que dá a vida pelo seu irmão
E eu poderia passar anos descrevendo, mas não seria o suficiente
Senti o sangue sair, meus ossos quebrarem, minha alma sendo consumida
Mas, eu não vou largar, vou morder, vou quebrar, vou ir atrás
O desgaste, a dor, nasci para o sofrimento, no sofrimento irei perecer
Sou a vítima, no altar, no corte, no sangue, tudo mais que restou
E não adianta fugir da responsabilidade, porque eu irei amar ela até o fim
Não sou o que fez a cruz, nem aquele que foi traído, em minhas orações eu peço a súplica
Até o último suspiro, com a espada atravessada, com o corpo pesado, pode me deixar sangrar até o fim pela verdade
E o sentimento é tão primal, consuma tudo na chuva da madrugada
Não precisa ter sentido, nem reconhecimento, porque serei apenas mais um nome esquecido
Então, por favor, me assista até o fim da minha expiação...

Offline)
Comentários1
Pesado. Tão lindamente trágico! Amo!
Obrigado por ler, acredito que no dia tenha sido um dos melhores poemas que escrevikk
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