Não desista de contemplar este belo amanhecer,
Deixe-se viver e caminhar pelos desafios do dia,
Perca-se na felicidade simples do que lhe soar agradável.
Não sucumba às dores que afligem mente e espírito,
Dê a si a permissão de soltar fardos desnecessários.
E, por mais que na noite anterior tenha sentido a febre da derrota,
Decidir caminhar pelas sombras não te salvará.
Retire o que pendurou no lustre, almejando usar em algum momento.
Redefina seu trajeto e mude a forma de pensar.
Saiba que cada atitude não remete apenas ao autor,
Mas reverbera em todos ao seu redor.
Impregne-se da vontade de ser e seja, só por hoje.
Recomece no amanhã, e depois... depois... seja novamente.
Desfaça aquele nó e não te rendas jamais.
Não fuja: enfrente, caia e levante.
Chore, mas não esqueça de sorrir, mesmo que seja forçadamente.
Portas só se abrem mediante aplicação de força,
E algumas saídas estão bem à nossa frente,
Embora possamos estar cegos pelo desespero.
Arremesse sussurros a si e, caso alguém os ouça no vento,
Coloque a mesa em panos brancos e sirva o prato principal.
Arthur de Mello Noos
-
Autor:
Guacimar Vieira de Mello Noos (
Offline) - Publicado: 9 de janeiro de 2026 08:56
- Comentário do autor sobre o poema: Para aquelas pessoas que pensam em desistir. Conversem e jamais deixem de buscar ajuda. Saiba que a vida é muito preciosa e que todos somos parte de algo maior.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 12

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.