O silêncio me acabrunha, ocupa meus espaços,
me entorpece, me desfaço entre reflexões.
Dispo-me dos meus últimos desejos de te ver...
Meu mundo está coberto por esses silêncios!
Te ver entre desejos insanos, entre todas essas...
essas armadilhas que puseste em meu caminho,
entre despojos, feridas, saudades ou desejos.
Agora para que reclamar das migalhas que me ofertas?
O silêncio dos teus lábios me sufoca, me deprime!
Não, não quero mais aquele porto, aquela estrada,
aqueles dias insanos de segredos e desejos vagos.
Só esse momento de reflexão e solidão que persistem.
Ouso! Por que não?
Te ver talvez me conforte, conforte meus silêncios...
Encontrar fragmentos daqueles dias fogosos,
sem urgência ou reclamações, deixo-me estar.
Possuir-te me fez presença inteira em teu corpo.
Tornaste a minha morada e pulsante conquistei,
conquistei as entranhas do teu corpo, tantas vezes...
Depois o silêncio, bem no fim do dia sem lágrimas.
Aceito! Se é assim que queres, aceito!
Se me procurares, não me acharás por essas vielas!
Já estarei em outros mares, em outros silêncios.
Ainda assim, sei que te ver alimenta minhas noites...
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Autor:
JTNery (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de janeiro de 2026 08:04
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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