Falei a ela que gostava de samba
Ao tocar, deixava elas de perna bamba
O Cavaco foi meu irmão de firma
Cresceu comigo e já mais contando mentira
De manhã era pandeiro
De tarde levava pro banheiro
De noite, só tocava com um Paiero…
Eram várias as notas
Existe a mais escandalosa
Mas a que tinha-me por inteiro entre todas
Era a Mi, linda, sútil, delicada e gostosa
Ao estar na boca me sentia exaltado
A nota que eu tinha explorado
No caso
Era diferente do meu caso
Pra tocar eAm tinha um manual
Canto simples, boca leve e toque usual
De pronto está ja era minha
E digna do pagode era amiga da minha mina…
Nascido no ouro
Criado no subúrbio
Meu signo não é touro e…
Muitos menos sou pai de Rúbio
Filho da rua
Vestido na maldade nua
Enganar foi mais ajuda
Do que fuja!…
Malandro que desde pequeno fui
Quando ao topo alcançei
Mostrei como a lábia flui
E com pouco discurso assustei
Pra fazer
Aí de saber
Aquele que faz sem visão
Acaba sem boca, sem perna e sem mão
Igual ao pular do dois para o três
É preciso fala pra freguês
Mudava de lado
E nessa troca nunca fui presenciado
Sempre estive lá
Mas sempre fazendo o que for pra sumi-la
Minha ilustre presença descrita por falta
Já havia passado pra elite alta
Com meu samba usufruí de bons pratos
Coisa de rico, refinado, coisa boa, são fatos
Comida boa era mesmo japonesa
Cozinheira igual era a tal morena loira e a vermelha de framboesa…
Ja houve um tempo
Em que eu ficava em uma nota só
Mas nem Tom Jobim dono do campo
Conseguiu manter-se harmônico no dó…
-
Autor:
Ludwig Homero (
Offline) - Publicado: 9 de janeiro de 2026 02:43
- Comentário do autor sobre o poema: Se não entender, procure escutar mais
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.