Subestimam o amor ao torná-lo apenas relativo, preso a um objeto, a um rosto, a uma razão. Mas ele é o que de mais complexo nos torna humanos, a força que escapa à nossa mente. Amar é cruel, assusta o covarde e o valente, desarma até o mais racional, fragmenta as certezas. Talvez seja impossível a tarefa de amar uma mulher e manter a mente em seu juízo.
Talvez o amor seja a maior questão da história, a tentativa eterna de explicar sua existência. Se para Platão ele é o fogo do desejo, para Sócrates é a busca do que nos falta. Se Aristóteles o viu como alegria, e Nietzsche como a nossa própria força vital, Jesus o resumiu em amar ao próximo como a si mesmo.
Ou talvez seja, puramente, como a guerra: fácil de começar, mas difícil quando encerra. O amor acaba? Ou, se acaba, é porque não era amor? Lembrar é simples para quem tem memória, mas esquecer é o fardo de quem o vive. É um duelo constante e sem vencedores entre a razão fria e o calor do coração. Dentro de mim, mente e coração não são aliados, vivem em trincheiras, defendendo sua própria verdade.
No entanto, o amor não se mede pelo que se diz, é no gesto calado que ele se prova. Fraternal, carnal ou de alma inteira, não deixo margens para dúvidas. Posso ser bom em esconder, mas prefiro escolho a coragem de ser claro. Afinal, o amor é assim mesmo: absoluto, estúpido, idiota e avassalador. Tudo, menos sensato.
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Autor:
Gustavo Felipe (
Offline) - Publicado: 8 de janeiro de 2026 13:22
- Categoria: Não classificado
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