Liberta

Pomona Isabela

 

De Mãe-Terra meu corpo nasce,
Oriundo do infinito cosmos,
Criação do mais divino poder,
O sinal eterno de livramento.
Amor nunca antes visto.
Ó, liberdade, quanto te chamo!

 

Sou carne, sou vento, sou tudo.
Sou fogo ardente, sou fria natureza!
Sou o que toca os sinos,
Sou o sino que badala!
Universo em único ser perfeito.
Ó, apoteose, quanto te clamo!

 

Vim das árvores as quais criei
E morrerei por estas como rezei!
Vim de flor pura, vim de inseto
Que anseia pelo seu apodrecer.
Fim que faz importante o começo. 
Ó, Unidade, quanto te amo!

 

Fui ser-vivo, enfim serei cadáver.
Tão feliz quanto na primeira vez que respirei,
Tão alegre quanto na última vez que sofri —
Assim será o verme a rasgar minha pele
E descobrir o meu íntimo interior.
Ó, Dona morte, quanto me encanto.

  • Autor: Pomona Isabela (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de janeiro de 2026 13:05
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 2


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