Certa noite, um rei de uma terra mórbida realizou um sacrifício em prol de seu reinado, invocando um antigo demônio conhecido como Zeref — o mago-demônio do reino antigo.
Assustado com tamanho poder, o rei fez seu pedido. O demônio sorriu e lhe deu um aviso enigmático:
— "Aquilo, pois o homem dos homens sacrificaria aquilo que pois mais ama."
E desapareceu no ar. O rei, indignado com tal revelação, seguiu governando. Com o passar dos anos, o reino prosperou em abundância e riquezas. No entanto, uma inquietação crescia: quem iria governar após ele?
O rei não possuía herdeiros e a rainha não engravidava. Tomado pelo medo, passou a visitar, secretamente, uma camponesa que vivia próxima ao castelo. Algum tempo depois, a mulher engravidou. O rei, eufórico, mas ainda cauteloso, tentou ocultar a identidade da criança para evitar intrigas.
Porém, no dia do nascimento, algo horrendo aconteceu: o bebê nasceu sem carne, apenas ossos e dois olhos vivos que fitavam o rei com intensidade. Nesse momento, o demônio surgiu diante dele, apontando-lhe o dedo e dizendo:
— "Pague o contrato."
O rei, desesperado, se ajoelhou e suplicou:
— "Leve a mim! Tornei-me o mais grandioso rei de toda a terra, e nenhum homem poderá contra mim. Sou o maior troféu desta terra!"
Zeref riu e repetiu as mesmas palavras ditas anos antes:
— "Aquilo, pois o homem dos homens sacrificaria aquilo que pois mais ama."
Com um único toque na criança, o bebê desapareceu. O rei, que possuía poder absoluto sobre a terra, havia perdido sua única esperança de sucessão. Quando o povo soube do pacto demoníaco, revoltou-se. O reinado se transformou em caos. Caçado por seus próprios súditos, o rei implorava pela vida da esposa — mas o destino já havia selado seu fim.
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Autor:
Renato Lima (
Offline) - Publicado: 8 de janeiro de 2026 12:49
- Categoria: Não classificado
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