A Sede Infinda da Alma

Jairo Cícero

 
 
 
Há em cada ser, um sopro de inquietude, 
Um vazio que busca preencher a virtude. 
Não basta o presente, o que o olho já vê, 
A alma anseia por mais, por saber, por crer.
 
 
A busca se acende, um fogo interior, 
Que rasga a penumbra, desvenda o torpor. 
No livro que chama, na tela que acende, 
Um mundo de ideias a mente apreende.
 
 
É como escalar montanhas de luz e razão, 
Expandir o que somos, quebrar a prisão. 
De verdades antigas, de "não posso", "não sei", 
A voz do saber é a mais sábia das leis.
 
 
E a par do saber, que nutre o pensar, 
Chega a inspiração, um novo despertar. 
Num traço de arte, num verso que toca, 
Num gesto de força que a vida nos troca.
 
 
No brilho do sol, no murmúrio do vento, 
Num olhar que acende o mais puro intento. 
Ela vem sem aviso, qual leve canção, 
Acende a coragem, move a emoção.
 
 
Conhecimento é solo, firme, profundo, 
Inspiração é semente que brota no mundo. 
Do humano que busca, que ousa sonhar, 
Que a cada dia aprende a se reinventar.
 
 
Pois a vida é convite a crescer e criar, 
A mente e o espírito a se alimentar. 
Em cada descoberta, em cada vislumbre, 
A chama da vida, a alma consome.
  • Autor: Jairo Cícero (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de janeiro de 2026 10:53
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3


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