"Pétalas (51)"

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 Ao navegar 

 á procura de uma

 terra para chamar 

 de sua

 Ele acha Rosa

 

 Abismado com sua beleza 

 acredita que Ela deve  

 mesmo contra sua vontade

 fazer parte de sua ampulheta 

 

 Previsívelmente, facilmente 

 ele a arranca dos braços

 daquela que a gestou 

 

 A mãe Natureza 

 e sua ingenuidade 

 ou esperança 

na humanidade acreditou

 

 Tudo ia feliz

 até o dia em que 

 dos cravos dela

 Ele se livrou

 

 A partir daí

 a machucou 

 machucou

 machucou

 

 Rosa, foi aos poucos

 perdendo seu calor

 Ele lamentou

 

 Não por muito tempo

 seus pêsames sarou

 

 então 

 andou

 andou

 andou 

 

 Foi ao lugar

 onde um dia

 sua (empregada) amada 

 veio a encontrar

 

 Querendo esquecer aquela

 que tão promíscua

 o perfurou 

 a quem ele tentou dar

 todo o amor

 

 (segundo o que ele contou)

 

 Passado alguns meses 

 nas bebidas

 o mesmo

 se enfiou 

 

  Quando ele morreu

  Natureza que narra

  esse romance

  de tanta dureza

  suspira

 

  Ahhhh

  ele não pode

  causar mais dor

  nem iludir as pétalas 

  de um ser vivo 

 

  Que entregou gentileza

  em troca um

  buquê lustrado 

  de estante 

  se tornou.

 

 

 

 

  • Autor: Nanda Costa (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de janeiro de 2026 10:08
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 2


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