Cama vazia, espelho embaçado, sorriso torto no rosto e ressaca com embaraço.
Quarto estranho, cortina esquisita, fumaça no ar, o silêncio grita.
Apátrida em sua casa, estrangeiro da vida, desconforto reina e o desespero grita.
Apatia e vergonha, sensação de derrota e a vida de barganha.
Vivia de novo, contra o tempo, cenho fechado com a amargura remoendo.
Ressentimento, do relento do dia que perdera, e daqueles que virão, sorte e acaso já não fazem questão.
Infeliz, boêmio raiz, chão de giz e poeira no nariz, o homem se perdera, mas nem sequer ele o quis.
Tranquilo em poucos momentos, é como se o descaso fosse um monumento do que um dia fora alegre, mas já não é o mesmo há tempos.
Palavras rasgadas, sons não lidos e semanas sem alívio, agora perdido sem qualquer colírio.
Vendido e vencido, na mente sobrou um vislumbre daquilo que já não faz tanto sentido.
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Autor:
Nando (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de janeiro de 2026 03:40
- Categoria: Triste
- Visualizações: 9

Offline)
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