Vagando pelas ruas
buscando uma razão pela vida
Olhando as luzes da cidade
e o vai vem dos carros.
Buzinas à distância!
Conversa nos bares entre amigos
um céu estrelado
uma noite de verão,
aquela lua cheia clareando a noite,
o viaduto cortando a cidade
mostrando que ali já existiram
diversas histórias.
A razão talvez seja esta,
perceber o mundo ao redor
fazer aquilo que muitos
deixam para trás
observar vagarosamente a natureza.
Rosangela Rodrigues de Oliveira
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Autor:
Rosangela Rodrigues de Oliveira (
Offline) - Publicado: 7 de janeiro de 2026 10:06
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 19
- Usuários favoritos deste poema: SADE, Melancolia..., Arthur Santos

Offline)
Comentários3
O poema revela uma escrita sensível e contemplativa, na qual a poeta transforma o cotidiano em matéria de beleza. Sua voz caminha pelas ruas com delicadeza, captando sons, luzes e silêncios que muitos ignoram na pressa diária. Cada imagem — as buzinas distantes, as conversas nos bares, o céu estrelado, a lua cheia — constrói um mosaico vivo da cidade, onde o concreto e o poético coexistem em harmonia.
Ao mesmo tempo em que a poeta observa a beleza do mundo, o mundo parece também observá-la, reconhecendo nela alguém capaz de ver além do óbvio. Há uma troca silenciosa: o olhar atento da poeta ilumina a cidade, e a cidade, por sua vez, reflete a beleza de quem a contempla com calma e profundidade.
A razão da vida, sugerida no poema, nasce justamente desse gesto raro e valioso que é o de parar, vagar e perceber.
Assim, a bela escrita se afirma como um ato de resistência à pressa e como celebração da sensibilidade que transforma o simples em essencial.
Grato pela leitura e comentário que deduziu bem o que eu quis passar. Bom dia poeta.
Mais que poema encantador...
Lí várias vezes e absorvi várias histórias diferentes....
Obrigado pelo poema lindo...
Obrigado a você pela visita. Boa tarde.
Saber observar a natureza e tirar prazer desse momento é um privilégio.
Belo poema.
Obrigado pela leitura e visita. Boa tarde.
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