O poder que a caneta tem
O poder que a caneta tem —
depende de que mão a toma,
na mão do músico, une letra de canção;
para o poeta, conta histórias com emoção
que cabem inteiras na palma da mão.
Para o professor,
A caneta tem o poder de ensinar a desenhar a vida
através da arte de unir as letras, e ensinar a sonhar
porque são muitos os poderes
que a caneta tem.
Mas existe ainda o poder-poder:
o traço que decide destinos,
que acolhe ou expulsa,
que abre trilha ou fecha caminhos.
Numa mesa de gabinete,
ela fala sem voz:
tinta que vira decreto,
carimbo que cala a voz.
Na mão justa, é ponte,
que garante direito e pão;
na mão tirana, é lâmina cortante,
que sangra o povo com negação.
A caneta pode dar vida,
pode também arrancar;
não é culpa do seu propósito —
a culpa é de quem ousa assinar,
o destino de um povo, sem aprender a escutar.
O meu desejo mais sincero,
É que, quem segure essa caneta
lembre do peso que ela tem:
cada linha escrita no mundo
volta um dia para quem a escreve também.
-
Autor:
Josi Moreira (
Offline) - Publicado: 6 de janeiro de 2026 08:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Josi Moreira

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.