Uma breve poesia para o meu melhor amigo.

adrya


É engraçado como às vezes sabemos das coisas
até antes de saber.
Adrya sabe o que é isso.
Adrya entendeu que o Isaac
era o melhor amigo dela cedo demais.
Isaac já foi querido para a Adrya
desde a primeira vez que conversaram.
Mas ela ainda se lembra
da primeira vez que os dois se reencontraram sozinhos,
depois da escola.
Aquele momento que fluiu tão bem
e os dois perceberam
que dividiam o mesmo neurônio
quando não conseguiam parar de rir de qualquer coisa
e podiam se entender
até mesmo com o olhar.
E no caminho de volta para casa,
onde os dois dividiram o mesmo Uber —
vieram rindo o caminho todo,
conversando sobre coisas esquisitas
que só eles entendiam,
escondendo do motorista
e rindo sem parar.
Além disso,
ela ainda tem uma nota guardada no celular
em que falava para ele:
“esse motorista deve pensar
que somos malucos kkkkkkkk”.
Adrya lembra de tudo.
Nunca existiu nada igual.
Tem experiências que são únicas mesmo.
Nunca faltava assunto com aqueles dois.
Aquele momento tão simples,
tão bom,
tão leve.
Ali ela percebeu
que tinha um irmãozinho
e conheceu o melhor amigo
da vida dela.
Adrya acredita no significado disso.
Mas quem irá dizer
que existe razão
nas coisas feitas pelo coração, né?
Isaac está nas lembranças
mais queridas de Adrya.
Adrya ainda sente
que ele vai aparecer,
assim do nada, sabe?
Adrya sente até demais.
Isaac sabe disso,
ele podia esperar tudo isso dela.
Adrya ama o Isaac.
Ela não vai se cansar
de falar isso.
Porque não é um amor
do tipo romântico,
com quem ela ficaria ou namoraria.
É um amor puro,
e é por isso
que é o melhor
que ela poderia sentir.
Adrya não sabe de tudo.
Ela ainda acredita
que vai descobrir muitas coisas.
Mesmo que não existam respostas para isso,
não se pode esperar menos
de uma gênia maluca
por respostas.
Ele sabe muito bem.
Ela sabe demais.
Adrya escreve isso
porque está satisfeita.
Com o coração quentinho,
apesar de sempre querer
controlar tudo.
Agora ela sabe
que foi real.
E que foi o suficiente,
até então.
Ps: Eu te amo isaac, cabeça dura. (Com muito carinho).


uma vontade quieta
de que ele quisesse ficar.
Nem sempre mais,
nem sempre menos.
Só perto.
Talvez como amigo,
daqueles que escolhem ficar,
ou talvez algo que não tem nome,
mas que pede tempo
e cuidado.
Existe nela
essa curiosidade suave:
e se ele quisesse conhecê-la
do jeito que ela é agora?
Não só a que ri fácil,
não só a que entende tudo no olhar,
mas a que sente demais,
a que pensa demais,
a que escreve para não explodir.
Adrya não força isso.
Ela só imagina.
Porque imaginar também é uma forma
de carinho.
Ela gostaria que ele soubesse
quem ela é quando está cansada,
quando está confusa,
quando está feliz sem motivo.
Gostaria que ele visse
que ela cresceu,
mas guardou o essencial.
Se ele quisesse ser só amigo,
ela acolheria.
Porque amizade também é escolha.
E se quisesse mais,
ela iria devagar,
sem pressa,
sem medo,
com o mesmo riso de antes.
Adrya entende
que nem tudo depende dela.
Mas ainda assim sente
que ser conhecida
é um risco bonito.
E enquanto isso,
ela guarda esse desejo
com cuidado,
como quem não exige o futuro,
mas deixa a porta entreaberta
caso ele resolva bater.

  • Autores: A.G (Pseudónimo, SADE
  • Visível: Todos os versos
  • Publicado: 5 de janeiro de 2026 22:43
  • Limite: 6 estrofes
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  • Comentário do autor sobre o poema: Ele é minha inspiração e eu escrevo sempre sobre ele, a maioria ainda acho que não devo postar. Esse é o mais simples e leve, só que muito sincero. Um dia ele ainda vai ler isso, na hora certa.
  • Categoria: Amizade
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