ATÉ QUE A MORTE NOS SEPARE

Dylly

Eu te amo, tanto, tanto, 

Que meu corpo se desfaz no teu olhar. 

É como se você me quebrasse, 

Mas eu não paro, 

não quero parar. 

 

Te busco em cada instante, 

Mesmo quando minhas mãos tremem, 

Minhas pernas vacilam,

E eu me vejo no chão,

De joelhos,

Pronto a dizer o que sinto,

Mas você, tão longe,

Tão alheio

 

E eu me pergunto:

Por que não sente o que eu sinto?

Por que não ama como eu amo?

A verdade me corta

Você nunca me amou.

Fui só eu, 

Sempre eu.

 

E mesmo assim, ao te ver,

Com esses olhos que só mostram pena,

Eu não quero piedade.

Quero amor.

Teu amor.

Genuíno, quente, verdadeiro.

Palavras doces que me elevem

A mundos que só você poderia criar.

 

Mas isso é pedir demais.

É pedir por algo que não posso ter.

Amar o impossível,

Desejar o inalcançável,

Sofrer por um sonho

Que nunca será real.

 

Minhas lágrimas não fazem mais sentido

Se não caem por você.

Cada batida do meu coração

Perde o propósito

Se não pulsa o teu nome.

 

Meus pensamentos são vazios

Se não te têm.

Minha vida, sem você,

É um eco oco

E isso me corrói.

 

Me corrompe.

Dói.

O ar não entra nos meus pulmões

Sem tua presença.

Meu peito falha,

Meu corpo treme,

Meus braços procuram um vazio

Que finge ser você.

 

Minhas mãos te buscam,

Mas só encontram ausência.

E então me pergunto:

O problema sou eu?

Eu amo demais?

Sinto demais?

É minha a culpa

Por te amar assim?

 

As coisas perderam a graça.

Sorria por lembrar do teu sorriso.

E me pegava perguntando:

"O que será que você está fazendo agora?"

 

Mas agora você é distante.

Me trata com descaso.

Trata os outros com doçura,

E a mim assim?

 

Eu nunca fui de chorar,

Mas agora minha mente ruí.

Meu corpo, antes firme,

É frágil.

Carregado de tudo que escondi.

 

A culpa

A velha culpa, 

Voltou pior.

Nada mais faz sentido.

Minha existência tem a mesma importância que

Um papel amassado ao vento.

 

Tudo perdeu o brilho.

A noite é fria,

O dia, cruel.

A brisa que antes me beijava

Hoje arrepia

Como você fazia.

Mas você fazia doer

E me sentir bem ao mesmo tempo. 

 

Essa dor vai me consumir

Até o dia da minha morte.

Porque tudo em mim,

Por você,

É eterno.

 

Meu amor,

Meus sentimentos,

Minhas lágrimas,

Minhas palavras 

Foram, são,

E sempre serão

Para você.

 

E ficarão em mim.

Para sempre.

Até que a morte nos separe. 

  • Autor: Dylly (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de janeiro de 2026 18:40
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 5
Comentários +

Comentários1

  • Luciel Saintl

    Esse poema intenso com tal estilo ultrarromântico me fez refletir sobre algumas passagens da minha curta vida. Parabéns pelo texto, poeta, está muito cativante, principalmente por contar uma história comum a tanta gente.



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