04 jan. 2026
Existem pessoas que passam pela vida como furacões.
Chegam sem aviso, bagunçam o que encontram, levam o que querem
e desaparecem como se nunca tivessem desejado ficar.
Mas existem outras — raras —
que fazem o caminho inverso.
Ele chega sem pressa, fica,
organiza a bagunça que não criou
e ainda leva de si tudo o que pode ser abrigo para o outro.
Ele é assim.
Não ensina alguém a ser melhor por ele,
mas para ele.
E isso não nasce de exigência,
nasce de cuidado.
Há nele um silêncio que escuta.
Enquanto muitos falam para preencher espaços,
ele permanece.
E o silêncio dele nunca é vazio —
é presença atenta, é respeito, é calma.
A confiança que ele transmite não precisa ser explicada.
Ela acontece no jeito tranquilo com que acolhe,
na paz que oferece sem pedir nada em troca,
na serenidade que mantém mesmo quando o outro está em desordem.
Ele ensina, sem discursos,
que a vida é traiçoeira
e que as pessoas, muitas vezes, também são.
Mas mostra que ainda existem mãos firmes,
capazes de ajudar alguém a não cair —
ou a levantar sem culpa, sem pressa.
Há nele uma calma que sustenta.
Uma paciência que protege.
Uma forma de estar que não invade,
mas permanece.
E talvez seja isso que mais importa:
ser alguém que não precisa fazer barulho para ficar,
alguém que organiza sem cobrar,
alguém que cuida em silêncio.
Com afeto que permanece,
Brunna.
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Autor:
Brunna Keila (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de janeiro de 2026 23:14
- Comentário do autor sobre o poema: significa paz onde eu coloco todo meu agradecimento por Dudu em pauta.
- Categoria: Carta
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: dudukkj7

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