Obrigado

Kira

A saudade é como a cicatriz que eu não consigo fechar; aquela que me culpa quando tudo parece bem mas me sufoca quando a tempestade chega. Enquanto eu ainda caio de seu céu azulado, as estrelas rasgam cada pedaço de minha pele, enfraquecendo-me a cada segundo que me resta consciente. O sangue que escorre de meus lábios com aquele maldito gosto metálico que me enoja, mas me fortalece, me faz agonizar girando em espirais que jamais acabam. Cada gota derramada me faz querer desistir, me faz querer encerrar aquilo que nunca devia ter começado, aquilo que me fez ser errada para todo mundo que me encontra. E mesmo que no fim, lágrimas de culpa ainda escorram por minha face ensanguentada, a morte ainda me aguarda como o sol nas manhas. Ainda que ninguém venha visitar-me, eu ainda te amarei mesmo que tu jamais saiba, mesmo que estejas feliz sem mim, mesmo que tu jamais lembre de mim. E mesmo que doa em mim, tua voz me salvou e me mostrou que ainda existe sol na tempestade, me mostrou que mesmo com feridas de culpa eu era capaz de ser amado, me mostrou que amar pode curar mesmo de forma temporária. Então obrigado por ter me amada, mesmo que parecesse impossível e inacreditável, obrigado por me mostrar que mesmo com rasos problemas você ainda ter se importado, obrigado por ter me feito esquecer o que doía mesmo que por instantes, obrigado por tudo mesmo que eu jamais retribua.

  • Autor: Espirais em confusão (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de janeiro de 2026 21:46
  • Comentário do autor sobre o poema: Apenas frases que precisavam ser cuspidas
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 9


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