Em um mundo isolado, eu sou o dono
Dentro das quatro linhas, consigo remendar tudo
Uma escapatória do mundo, pois às vezes me sinto covarde para enfrentar tudo
Com as luzes quase apagando, não é qualquer um que entra por aqui
No meu humilde leito, tenho algo que me recorda a infância
Para que se abrace comigo ao cair no sono
Uma lâmina de caça, sempre afiada, uma recordação
Miniaturas, pequenos carrinhos, muitos livros
Santos, junto com terços para oração
Tantas agendas, tantos papéis, alguns problemas para discutir
Na bancada, tudo o que me esforcei, sou enrolado com cabos e placas de vídeo
Um sistema meio falho, você me daria chance para iniciar o nosso relacionamento, querida?
Pesos e pesos, futebol e medalhas se constratam
Com bolsas jogadas e roupas penduradas, sentirá o vento na madrugada
Tão simples, tão intocado, se eu desaparecesse você não veria diferença
Sou como a luz azul da madrugada, a pequena melodia do seu bem querer
Alguns nomes pendurados na janela, de aniversários passados
Minha querida, você ainda se lembra de mim?
É como eu vejo, é como eu senti, esse mundo, o meu quarto...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de janeiro de 2026 21:50
- Comentário do autor sobre o poema: Meu quarto...
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 5

Offline)
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