8 O segundo Arauto ergueu o seu canto, e uma grande montanha ardendo em chamas foi lançada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue,
9 e a terça parte das criaturas que vivem no mar morreu, e a terça parte das embarcações pereceu.
Oráculo de Hesíodo, segundo a Teogonia, canto 8 e 9.
O relato afirma que uma grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, mas isso não passa de metáfora antiga. Povos pagãos já descreviam catástrofes naturais como sinais dos deuses, sem qualquer evidência sobrenatural.
Assim como os mitos de Prometeu ou de Hécate, essas narrativas funcionavam como advertências simbólicas sobre o poder da natureza. A interpretação moderna que pede para armazenar e economizar água é apenas uma adaptação prática, mas não tem relação com revelação divina.
Na realidade, todos os seres humanos deste planeta precisam de água porque ela é um recurso físico e limitado. Usar imagens de montanhas em chamas ou mares em sangue é uma forma de dramatizar a escassez, criando medo e dependência, muitas vezes para justificar poder ou arrecadação de dinheiro.
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Autor:
STAEL. JUANY (
Offline) - Publicado: 3 de janeiro de 2026 18:40
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 3

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