Quando fecho meus olhos, teu doce sabor de mel, ainda gravado em minha mente, me abraça como o arco-irís após a chuva. Tua voz ainda me acalma, mesmo quando o metal frio da lâmina toca minha pele. Nas noites que tua ausência se faz presente, lágrimas de uma dor que ainda aperta meu peito escorrem de minha face. As estrelas ainda me iluminam como antes, mesmo que o gosto amargo da saudade me enoje. Nelas, tua face ainda está cravada com todos os detalhes da última vez que meus olhos pousaram em ti. Em segundos aquele amanhecer em meio as nuvens me ilumina; mas, a lâmina ainda permanece fria e distante. Meus olhos ainda marejam ao ouvir teu nome; meu peito ainda dói quando a ausência da lugar a ansiedade em minha mente. O sangue ainda escorre na espera de que tu venhas me socorrer, na espera de que tua voz venha acalmar-me até que o cheiro metálico se substitua por teu doce perfume. Mas, mesmo no pôr do sol, quando tua presença me diz palavras doces, tu não sentes o cheiro do meu sangue, tu não sentes o apertar do meu peito, tu não sente as lágrimas de meus olhos escorrerem. Tu sente apenas a parte superficial de minha ferida – aquela que tu ainda tenta confortar como podes porque através de um sorriso eu escondo tudo o que poderia aterrorizar-te; tudo o que podia fazer-te ir novamente; tudo que levarias meu amor embora eternamente.
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Autor:
Espirais em confusão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de janeiro de 2026 12:58
- Comentário do autor sobre o poema: Eu o escrevi com sentimentos que parecem presos em mim, os quais eu não consigo me livrar. E achei que escreve-los poderiam ajudar-me. (Me perdoem se tiver erros ou estiver ruim)
- Categoria: Triste
- Visualizações: 7

Offline)
Comentários1
Caraca, muito bom. Parabéns!!!
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