As palavras moram em mim,
no canto quieto do que não digo,
no espaço entre um suspiro e outro,
no silêncio que ninguém ouve
mas eu sim.
Elas se escondem dentro do caderno,
entre folhas amassadas de urgência e demora,
rabiscam o tempo com tinta torta,
vivem no risco de quem ainda chora.
Às vezes, dormem no peito apertado,
outras, dançam no olhar que desvia.
Fingem que somem, mas só se calam,
esperando a hora de virar poesia.
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Autor:
Giovanna Salles (
Offline) - Publicado: 3 de janeiro de 2026 02:51
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6

Offline)
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