O Último Dia que Virou Começo

Junior Silva

O dia que aprende a respirar fundo,
onde o tempo faz as malas
e a esperança abre as janelas.
É véspera de tudo o que fomos
e de tudo o que ousamos ser.

31 de dezembro não é apenas um fim:
é a pausa sagrada entre um passo e outro,
o silêncio breve antes do recomeço.
As horas se vestem de memória,
os minutos acendem promessas,
e o coração faz balanço sem pressa.

Nesse dia, a vida escreve em branco,
pede coragem para continuar
e ternura para não esquecer.
O passado vira constelação —
não para nos prender,
mas para iluminar o caminho.

E quando a noite se inclina para a meia-noite,
entre fogos e desejos sussurrados,
há um pedido que nasce em língua poética:

Se o novo ano é estrada aberta,
permita que eu caminhe ao teu lado.
Se o tempo é rio em movimento,
que nossas mãos aprendam a remar juntas.
Não prometo eternidades prontas,
mas presença, cuidado e verdade.
Aceita transformar os dias comigo
e chamar esse encontro de namoro?

E então, no eco suave do coração,
nasce um sim — claro, inteiro, luminoso.
Sim, quero fazer parte das tuas loucuras
e transformá-las nas mais belas histórias já contadas.
E mais uma vez, sim:
vestimos o tempo de sorrisos e alegria,
e deixamos o amor inaugurar o ano.

  • Autor: Jr.Silva (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de janeiro de 2026 20:32
  • Comentário do autor sobre o poema: Se esse poema existe, é porque naquele dia eu entendi que alguns começos não precisam esperar o primeiro de janeiro.
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 5
  • Usuários favoritos deste poema: Nicolas Rodrigues


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