O Fogo
Queimei palavras à meia-noite, suores, súplicas em vão, tendo tuas lembranças como único combustível. Através do fogo, a vela em tremeluzir se consumia, enquanto em labirintos de chamas o meu norte se perdia.
Agora, vagueio entre cinzas e fagulhas. Não sou névoa, nem fumaça: sou o calor escarlate. Me torno o próprio fogo, que forja, molda e esculpe o meu dizer.
É este o fogo que me arde e me cunha; faço-o apenas para que você possa sentir o calor, pois também não sou frio, nem morno: sou a brasa viva que se transmuta e queima em rubro.
Mas eu sou apenas o fogo: efêmero, inquieto, a chama que devora o que toca e arde em terra.
Mas você... Você é o próprio sol, eterno e absoluto, governando os céus.
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Autor:
Gustavo Felipe (
Offline) - Publicado: 1 de janeiro de 2026 18:30
- Categoria: Não classificado
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