Tudo que lembro, em mim ficará guardado. Tudo que lembro, nunca mais existirá senão em meu coração. Aquilo que aguardo nunca mais virá à luz do dia ou outra luz a não ser a da minha cabeça. Sorrisos que nunca mais verei, ou entenderei. Palavras ditas erradas ou vozes silenciadas pelo tempo. Eu em mim guardo todas as lembranças bonitas e obscuras. Eu, hoje, procuro no meio desse emaranhado de lapsos, um sinal do que meu futuro aguarda. Uma biblioteca a que só lhe é dado o acesso, se pegar o maior dos preços: Viver! E logo recordar de forma fúnebre e vivaz.
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Autor:
Oréon (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de dezembro de 2025 11:43
- Comentário do autor sobre o poema: Palavras
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 7

Offline)
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