Vidas se atropelando, correndo-correndo com presa

pepex

Corre-corre

Que correria!

Essas rodas de carro... que euforia!

É lombada, buraco,

Trânsito,

que ansiedade!

E não importa a idade... é sempre a realidade!

(Desde os Incas-Maias-Astecas, colonização.

Do golpe da maior idade, ditadura e republica!!!)          

 

E o carro que corre

(Corre-corre sem parar!)

Faz zigue-e-zague zigue-e-zague,

Sobe-e-desce sobe-e-desce...

E não descansa só dança!

Canta-buzina.

E com tudo isso? Quase aborta,

Abre a porta para a vida prestes a ser interrompida.

 

Quem tem culpa? Não sei,

Mas o carro-que-corre, coitado, não tem...

Ele só tem presa que nem todo mundo,

Que nem o bebe.

Quem correu na contramão,

Achou que dava tempo passar na faixa de pedestre

O carro (o homem) nem se importou

Atropelou.

 

Giuseppe N. Gomes

  • Autor: pepe (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 29 de dezembro de 2025 12:23
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 15
  • Usuários favoritos deste poema: Well Calcagno
Comentários +

Comentários2

  • Arthur Santos

    Gosto desta denúncia. Atropelar e fugir é crime grave.
    Bom poema.

    • pepex

      Fico feliz que tenha gostado, porem acho que meu poema pode ir muito além do sentido literal do crime de atropelar e fugir

    • Arthur Santos

      Sim tem toda a razão o meu comentário foi muito redutor as minhas desculpas. No entanto eu não me referia a atropelamentos com carros mas aos atropelamentos de que somos alvo nas relações do dia a dia. Sei bem o que é isso. Há pessoas muito prepotentes que abusam da sua autoridade e outras que por falta de respeito atropelam os outros e nem se dão conta. Por isso disse que o seu poema é uma denúncia desse tipo de crimes.



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