da janela de minha casa,
sonho.
sonho sobre o que desejo,
o que não preciso,
o que mereço
sonho com água,
com chuva,
com arco-íris.
sonho com a ida,
talvez com a volta.
sonho com risos,
dança, brincadeiras.
sonho com verde, vibrante.
com rosas, com girassóis.
o filtro de barro,
a tigela de plástico.
o fogão a lenha.
da janela de minha casa,
sinto o vento balançar
meus cabelos.
a brisa suave trazendo junto
os grãos de areia,
a voz de mainha,
o grito de painho,
a benção de vôinho e vóinha.
da janela de minha casa
existo, coexisto
e hábito
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Autor:
Amanda Oliveira (
Offline) - Publicado: 28 de dezembro de 2025 16:52
- Comentário do autor sobre o poema: Poema originalmente publicado em: Luminescências – Revista de literatura e outras artes (UFAL)
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua, SADE

Offline)
Comentários1
Bravos, parabéns ficou bem simples e natural.
Já de ante mão, vos peço desculpas por comentar.
Seguindo o rito, que por aqui e perigoso os comentários.
Prazer.
Apegaua.
Obriga por tirar um tempo para realizar esse comentário.
Fico feliz com sua observação.
Sinta-se seguro de comentar sempre que quiser. És bem-vindo!
Abraços!
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